Desvio potossistêmico em cães: revisão de literatura

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Os “shunts” ou desvios Porto sistêmicos (DPS) são comunicações vasculares únicas ou múltiplas que desviam o sangue da circulação portal diretos para a circulação sistêmica, sem passar pelo fígado. Ocorre uma anastomose da veia porta com outros vasos sanguíneos, de modo que o sangue destinado ao fígado retorna em grande parte à circulação sistêmica. As raças que apresentam maior risco são: Schnauzer miniatura, Yorkshire Terrier, Irish Wolfhound, Cairn Terrier, Maltês, Pastor Australiano, Golden Retriever, Old English Sheepdog, Labrador, Retriever. Poodle, Pug, Shih Tzu, Australian Cattle Dog também podem ser acometidos por este tipo de distúrbio. Os cães de meia idade têm maior probabilidade de desenvolver desvios extra-hepáticos múltiplos adquiridos, secundários à doença crônica do fígado, enquanto os cães jovens de raças pequenas frequentemente apresentam desvios extra-hepáticos congênitos solitários. Os cães de raças grandes mais frequentemente são diagnosticados com desvios intra-hepáticos congênitos. A tomografia computadorizada é adequada para realizar angiografias devido aos rápidos tempos de varredura, boa resolução espacial, bom contraste e à capacidade de renderizar imagens multiplanares e tridimensionais (3D). No abdômen, onde há um grande volume de órgãos e tecidos que circundam a vasculatura em questão, as imagens axiais têm uma clara vantagem sobre as imagens planares bidimensionais. A angiotomografia computadorizada (TC) está rapidamente se tornando o padrão ouro para a imagem vascular humana e é uma nova modalidade para avaliar a vasculatura hepática e portal em animais.

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