Incidência de deiscência de feridas operatórias na unidade de terapia intensiva infantil

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Introdução: A pele é o maior órgão do corpo humano com funções de barreira cutânea, proteção mecânica, sensibilidade, termorregulação, metabolismo, vigilância imunológica, excreção e imagem corporal. Os fatores que podem interferir na cicatrização das feridas são: estado nutricional, idade, edema e vascularização, obesidade, doenças metabólicas, uso de medicamentos, presença de infecção, hematoma, aporte sanguíneo, oxigenação local, presença de tecidos desvitalizados e/ou corpos estranhos. Dentre os vários tipos de feridas, existem as feridas operatórias ou cirúrgicas que são causadas pela descontinuidade dos tecidos que cobrem a superfície do corpo, órgãos e tecidos profundos de maneira intencional com o objetivo de tratamento. As principais complicações das feridas operatórias são: hemorragia, fístulas, evisceração, deiscência e infecção. Metodologia: Estudo quantitativo realizado em uma UTI neonatal de um hospital infantil do Estado de São Paulo com análise de dados de prontuários de recém-nascidos e lactentes submetidos a procedimentos cirúrgicos pelas equipes da cirurgia pediátrica e cirurgia urológica no período de 1 ano. Resultados: Participaram desse estudo 53 pacientes, dos quais 39 foram submetidos a algum procedimento cirúrgico pela equipe da CIPE, 13 foram submetidos a alguma cirurgia urológica e 01 paciente foi abordado pelas 2 equipes. Dos 40 pacientes totais abordados pela cirurgia pediátrica, 11 (27,5%) evoluíram com deiscência da ferida operatória enquanto que, dos 14 recémnascidos operados pela urologia, 5 (35,7%) apresentaram deiscência da ferida operatória. A média total do tempo de internação na UTI para os pacientes participantes do estudo foi de 28,2 dias. Entre os pacientes que apresentaram deiscência da ferida operatória, o tempo de internação variou entre 4 e 45 dias. Conclusões: Acreditamos que este estudo, ao revelar a alta incidência de deiscência de ferida operatória em recém-nascidos e lactentes, possa incentivar mais pesquisas nesse campo que possam melhorar a assistência aos pacientes cirúrgicos.

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