Análise espaço-temporal da prevalência de mortalidade por acidente vascular cerebral na população do Ceará, Brasil
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INTRODUÇÃO: o cenário epidemiológico e demográfico no Brasil tem passado por mudanças significativas, caracterizadas pela redução das doenças infecciosas e o aumento das doenças crônicas e degenerativas, em grande parte associadas ao envelhecimento populacional. Entre essas enfermidades, destacam-se as doenças cardíacas e os acidentes vasculares cerebrais, que figuram como causas relevantes de morbidade e mortalidade entre os brasileiros. OBJETIVO: analisar o perfil e a prevalência da mortalidade por acidente vascular cerebral, no estado do Ceará, considerando o contexto espaço-temporal entre os anos de 2000 e 2021. MÉTODO: trata-se de um estudo ecológico de séries temporais, utilizando dados secundários da população do estado do Ceará, Brasil, no período de 2000 a 2021. A amostra foi obtida a partir dos dados do DATASUS sobre o coeficiente de mortalidade por acidente vascular cerebral na população cearense. Os dados foram tabulados e analisados utilizando o modelo de regressão Joinpoint, com o auxílio do Programa de Regressão Joinpoint. RESULTADOS: o estudo revelou um maior coeficiente de letalidade entre a população masculina. No entanto, em contraste com outros estudos realizados no estado, enquanto os homens são mais propensos a sofrer acidente vascular cerebral, foi observado que a população feminina apresentou um maior coeficiente de letalidade no período de 2009 a 2019. Ademais, a população masculina, negra e de baixa renda mostrou-se mais vulnerável ao desenvolvimento de acidente vascular cerebral. CONCLUSÃO: a análise da mortalidade por Acidente Vascular Cerebral no Ceará revelou uma redução geral na mortalidade proporcional, apesar de variações ao longo do período. O pico de óbitos e do coeficiente de mortalidade ocorreu em 2008, com destaque para o maior impacto no sexo masculino, que apresentou coeficientes mais elevados e uma tendência decrescente a partir de 2017. Embora os homens morram mais frequentemente por Acidente Vascular Cerebral, as mulheres apresentaram maior mortalidade proporcional em relação às mortes totais da série histórica.
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