O impacto das coberturas na prevenção de lesão por pressão: revisão integrativa

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Introdução: Na atualidade, a recomendação do uso ou não de um determinado produto no tratamento de lesão tissular por pressão (LP) deve ser baseada em evidências científicas, não sendo mais admissível a utilização de forma empírica. Isso significa que o profissional da área da saúde necessita saber como obter, interpretar e integrar os achados de estudos para subsidiar a tomada de decisão em relação ao acompanhamento do paciente. Objetivo: Em vista disso, objetivou-se analisar as pesquisas que investigam a eficácia terapêutica e a segurança de produtos tópicos indicados no tratamento deste tipo de lesão, na tentativa de ampliar o conhecimento sobre as descobertas recentes. Método: Para tanto, obedeceu-se às diretrizes metodológicas para a realização de uma revisão integrativa da literatura, por meio de buscas informatizadas de artigos indexados nas bases de dados LILACS, e SciELO, adotando um recorte temporal de 2008 a 2018. Resultados: Os achados na literatura evidenciaram que a cicatrização das LPs prolonga o tempo de hospitalização, eleva os custos da assistência e provoca sofrimento ao paciente. Por essa razão, muitos esforços vêm sendo despendidos para obter um produto ideal. Embora tenham sido conquistados avanços significativos, o insucesso na prevenção e no tratamento de LPs ainda representa um desafio aos profissionais da equipe de saúde que não deve ser subestimado. Na atualidade, encontra-se bem estabelecida a relevância da manutenção da umidade da ferida, por meio do uso de coberturas oclusivas, abandonando, assim, a ideia equivocada de que deixar a lesão seca previne o aparecimento de infecção. Conclusão: A partir da revisão da literatura, observa-se que há um consenso quanto ao uso de coberturas oclusivas absorventes no tratamento de feridas crônicas como alginato de cálcio, carvão ativado e prata e hidropolímeros; curativos destinados à proteção da pele, prevenção e tratamentos de infecção, como, por exemplo, ácidos graxos essenciais; produtos para desbridamento químico, enzimático, autolítico ou mecânico como colagenase uma enzima isolada do Clostridium hystoliticum, papaína derivada do látex Carica papaya e hidrogel; e coberturas primárias e secundárias como hidrocoloides.

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