Três anos de Covid-19 em crianças de zero a nove anos no Brasil: incidência, mortalidade e letalidade nos estados de Alagoas e Rio Grande do Sul

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INTRODUÇÃO: as informações acerca da gravidade e as comorbidades em crianças e adolescentes por COVID-19 são infundadas comparadas com os dados disponíveis em adultos com a patologia, os casos de infecção por COVID-19 que evoluem para situações mais críticas, estes correspondem a apenas 5%, estado a taxa de mortalidade ligada diretamente a fatores de idade e de comorbidades. Embora os estudos apontem para a menor gravidade da doença em crianças, ainda são escassos os estudos populacionais que avaliem as taxas de letalidade nesse público. OBJETIVO: avaliar a Incidência acumulada, coeficiente de mortalidade e letalidade por COVID19 entre crianças de 0 a 9 anos no Estado de Alagoas e Rio Grande do Sul Brasil nos anos de 2020, 2021 e a 2022. MÉTODO: o estudo trata-se de um delineamento ecológico de séries temporais com dados mensais de janeiro de 2020 até dezembro de 2022, baseado em dados secundários de crianças de 0 a 9 anos nos estados de Alagoas e Rio Grande do Sul, Brasil. Neste estudo foram elegíveis crianças na faixa etária de 0 a 9 anos acometidas pelo COVID-19 e que tiveram recebido assistência em saúde no estado de Alagoas e Rio Grande do Sul. aqueles sem informações de data foram excluídos. A análise dos dados foi feita a partir da incidência acumulada, coeficiente de mortalidade e letalidade para cada mês dos anos 2020, 2021 e 2022 foram calculados com auxílio da planilha eletrônica Microsoft® Office Excel, versão 2016. A regressão de Prais-Winsten foi utilizada para analisar a tendência da incidência acumulada, coeficiente de mortalidade e letalidade por COVID-19 nos anos de 2020, 2021 e 2022, com auxílio do programa Stata 17. RESULTADOS: em Alagoas, entre os meses de janeiro até dezembro de 2020 e janeiro até dezembro de 2022 a incidência acumulada apresentaram-se estacionárias; nos meses de janeiro até dezembro do ano de 2021 ocorreu aumento percentual mensal da incidência acumulada de 364% (IC95% 58,9; 1249), com significância estatística de p<0,05. Em relação ao coeficiente de mortalidade, entre os meses de janeiro até dezembro de 2020 e janeiro até dezembro de 2021 apresentaram-se estacionários. A letalidade houve tendência estacionária entre os meses de janeiro até dezembro nos anos de 2020, 2021 e 2022. No Rio Grande do Sul a incidência acumulada apresentou-se crescente no ano de 2020 com um aumento de 237% (IC95% 58.8; 616.2) com significância estatística de p<0,05, tendo um decréscimo em 2021 e permanecendo estacionária. Em relação ao coeficiente de mortalidade, entre os meses de janeiro até dezembro de 2020 e janeiro até dezembro de 2022 apresentaram-se estacionários. Em relação a letalidade houve tendência estacionária entre os meses de janeiro até dezembro nos anos de 2020, 2022 e com uma crescente em 2022 de 85.6 % (IC95% 42.4; 141.8) com significância estatística de p<0,05. CONCLUSÃO: Houve um crescimento no número de casos novos no Rio Grande do Sul em relação à Alagoas desde junho de 2020 e permaneceu até dezembro de 2022, destacando um crescimento acentuado em dezembro de 2021 no estado do Rio Grande do Sul. Os primeiros óbitos por COVID-19 em crianças de zero a nove anos iniciaram no estado de Alagoas em 2020 que permaneceu com um acúmulo maior do que o estado do Rio Grande do Sul durante todo ano. Em 2021 também prevaleceu um maior número de óbitos no estado de Alagoas. Já no ano de 2022 o estado do Rio Grande do Sul superou o estado de Alagoas no tocante ao número de óbitos por COVID-19 em crianças de zero a nove anos.

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