Medidas preventivas para pneumonia associada a ventilação mecânica adotadas pela equipe de enfermagem pacientes de unidade de terapia intensiva

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Introdução: O uso da ventilação mecânica em terapia intensiva torna-se cada vez mais indispensável principalmente quando falamos de insuficiência respiratória, porém a manutenção desse mecanismo realizada de maneira inadequada pode levar a Pneumonia Associada a Ventilação Mecânica – PAVM e colocar em risco a condição de saúde dos indivíduos. Objetivo: Analisar as ações da equipe de enfermagem relacionadas à profilaxia da pneumonia associada à ventilação mecânica (PAVM) e identificar a incidência de Pneumonia Associada à Ventilação Mecânica na Unidade de Terapia Intensiva - UTI. Método: Trata-se de um estudo quantitativo, exploratório, descritivo. Realizado com 20 enfermeiros de Unidades de Terapia Intensiva do Hospital Estadual Mário Covas. Na coleta de dados utilizou-se um questionário com três questões semi-estruturadas sobre a prática diária da equipe de enfermagem na prevenção da PAVM. Resultados: Há predomínio do sexo feminino, a média de trabalho é de 38,40 horas semanais, tempo médio de trabalho em UTI de 3 a 5 anos, quanto a faixa etária, estão entre 38 a 40, e a formação entre 7 a 9 anos. Nos últimos 12 meses, 95% dos profissionais não se atualizaram sobre medidas preventivas para a PAVM, 40% não fazem anotação do procedimento realizado. Sobre as trocas de filtro 55% não realizam em 72 horas, quanto a verificação de volume residual gástrico, 75% não realizam; 60% interrompem a dieta antes de procedimentos, 60% não realizam aspiração de possíveis secreções subglóticas. Quanto ao protetor gástrico, 60% não consideram o uso deste recurso. Quanto a sedação 70% não pausam a sedação. A higiene das mãos é realizada por 85% antes de manipular o Tubo Oro Traqueal. Destes profissionais 90% realizam a Higiene Oral. Quanto aos sintomas da PAVM o aumento da frequência cardíaca não é considerado por 75%, entre outros sinais. A alteração dos leucócitos foi considerada por 65% como sinal relevante, e 65% veem a temperatura elevada acima de 38º como indício de PAVM. Notificou-se uma média de 9 casos no decorrer do tempo de estudo. Conclusão: Diante das evidências o estudo mostrou que há necessidade de mais treinamentos e supervisão sobre o protocolo de PVAM.

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