O processo transexualizador no sistema único de saúde (SUS)
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Atualmente a questão que se apresenta no mal-estar descrito por transexuais – nascer em um corpo que não corresponde à imagem que tem de si – é muito similar à dos sujeitos que buscam a cirurgia plástica meramente estética para amenizar um sofrimento. Em ambos os casos, o abismo entre a materialidade do corpo e a linguagem com a qual eles o vivenciam não pode ser suportado. Localizar a falta de completude numa parte do corpo (mamas, nariz, genitália etc.) evoca a angústia intrínseca à constituição do sujeito. Tal como Narciso sucumbe ao ser tragado por sua própria imagem, a falta originária jamais será tamponada por próteses e suturas. Para a medicina, há muitas décadas, o corpo não está mais inserido apenas no território da patologia. A definição de saúde preconizada pela Organização Mundial de Saúde, inclui três esferas para o bem-estar: biológica, psicológica e social. É necessário, então, destacar a importância de compreendermos a diversidade de formas de subjetivação e de construção de gênero na transexualidade. Assim, discute-se a questão dos transexuais para que as políticas públicas não tenham como única referência a realização do diagnóstico e a cirurgia de transgenitalização. Este levantamento bibliográfico teve como objetivo apresentar políticas públicas relacionadas à transexualidade.
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