Caracterização de risco para disfagia em idosos institucionalizados

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A atuação da fonoaudiologia com a população geronte ganha a cada geração maior notoriedade e espaços de disseminação e atualmente é compreendida como uma ciência imprescindível para otimização da capacidade funcional e qualidade de vida. Objetivo: caracterizar fatores clínicos gerais, sociodemográficos e psicossociais associados à disfagia em idosos institucionalizados. Resultados: A amostra foi constituída por 70 sujeitos, 62,86% do sexo masculino e 37,14% do sexo feminino; 62,86% dos idosos residiam há mais de 10 anos na instituição. Dentre a amostra observou-se: alteração de bochechas em 65,71%, língua em 62,86%, lábios em 55,71% e alteração em reflexos orais em 21,43%; 32,86% faziam uso de próteses totais ou parciais e 28,57% eram edêntulos; 47,14% com oferta alimentar independente; 54,29% apresentaram algum tipo de alteração da deglutição, com indícios de disfagia, 25,71% mantinham deglutição funcional e 20% não apresentavam alteração. Notou-se prevalência de maiores graus de comprometimento na deglutição para as doenças de origem cardiovascular (42%), pulmonar (38,63%) e endócrina (35,49%); relação fraca para as condutas estabelecidas pelas equipes de fisioterapia, fonoaudiologia e nutrição; relação fraca entre os níveis de disfagia com a participação em grupos; relação muito fraca entre disfagia com o escore da Escala de Downton, relação moderada à forte com as escalas de Braden e Fugulin. Níveis de relação fraca quanto à satisfação com cuidado da equipe multiprofissional, atenção espiritual, liberdade quantos aos desejos, acomodação individual, higiene e qualidade do sono. Conclusão: há correlação entre distúrbios da deglutição e distúrbios de origem cardiovascular, neurológica e endócrina; mesmo com alterações em motricidade orofacial há adaptações funcionais em uma parcela da população geronte; o comportamento comunicativo e participação em atividades direcionadas mostram-se como bons preditores para o desempenho em funções estomatognáticas; escalas utilizadas para monitoramento de riscos e qualidade de vivência também contribuem para rastreio amplo dos riscos de disfagia. Há necessidade de olhar mais integrador e mulstidisciplinar na elaboração de futuras pesquisas para aprofundamento orgânico acerca dos fatores predisponentes à disfagia.

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