Comparação da taxa de euploidia entre os protocolos de bloqueio de ovulação com progestágeno oral e antagonista de GNRH: estudo monocêntrico em população miscigenada
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INTRODUÇÃO: A utilização de progestágeno oral (PO) como alternativa aos antagonistas do GnRH (ant-GnRH) na estimulação ovariana controlada (EOC) é proposta como estratégia de menor custo e maior conforto às pacientes. Destaca-se a importância de avaliar a taxa de euploidia entre os protocolos para contribuir na consolidação do protocolo PO, principalmente em populações miscigenadas e sub representadas na literatura científica. OBJETIVO: Comparar a taxa de euploidia entre os protocolos de bloqueio de ovulação com PO e com ant-GnRH e avaliar possíveis variáveis associadas a taxa de euploidia como idade, IMC, tempo de infertilidade,fatores inerentes ao tratamento e parâmetros seminais. MÉTODOS: Estudo caso controle retrospectivo de não inferioridade com 268 ciclos de fertilização in vitro (FIV) realizados entre 2021 e 2022, incluindo pacientes submetidas à EOC com indicação de teste genético pré-implantacional para aneuploidias (PGT-a), dos quais 64,5% (n = 173) pertenciam ao grupo PO e 35,5% (n = 95) ao grupo ant-GnRH. O desfecho primário foi o número de embriões euploides. As análises estatísticas foram realizadas com o software R, utilizando nível de significância de p<0,05. RESULTADOS: Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas na taxa de euploidia entre os protocolos PO ant-GnRh (25,9% vs. 27,5%; p = 0,865; r = 0,01). A análise multivariada identificou apenas a idade materna como fator significativamente associado à euploidia (coef. = –7,83; IC95% [–11,85; –3,81]). Ambos os protocolos apresentaram desempenho semelhante quanto à duração do tratamento, dose de gonadotrofinas, número de oócitos recuperados, oócitos em metáfase II, embriões formados e morfologia embrionária. A taxa de fertilização foi maior no grupo ant-GnRH (p = 0,004), mas sem impacto nos desfechos relacionados à qualidade embrionária.Foi observada uma maior proporção de embriões aneuploides em pacientes com peso normal, embora o impacto do IMC não tenha se mantido associado na análise ajustada. Idade paterna e parâmetros seminais não demonstraram associação significativa com a euploidia. CONCLUSÃO: O bloqueio da ovulação com PO demonstrou não inferioridade em relação ao ant-GnRH quanto à taxa de euploidia embrionária, reforçando sua viabilidade como alternativa segura e eficaz, em uma população brasileira miscigenada. A idade materna foi o único fator negativo, significativamente associado à taxa de euploidia.
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