Características epidemiológicas do traço falciforme em doadores de sangue da Região Centro Sul do Ceará

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As hemoglobinopatias são as doenças genéticas mais frequentes no Brasil e, dentre elas, a anemia falciforme é a mais prevalente, sendo assim considerada um grave problema de saúde pública do Brasil e do mundo, com grande impacto na morbimortalidade da população. A doença se dá em consequência da presença de uma mutação no gene da beta globina, herdada em homozigose (HbSHbS). Assim, o conhecimento do número de heterozigotos (HbAHbS) na população, também conhecidos como portadores do traço falciforme, associado ao aconselhamento reprodutivo pode prevenir o aumento do número de casos da doença. O objetivo do presente trabalho foi identificar as características epidemiológicas dos heterozigotos para HbS na região centro sul do Ceará, Brasil. Trata-se de um estudo quantitativo com técnica de análise documental por meio dos dossiês de doadores de sangue cadastrados no Hemocentro Regional de Iguatu/Ce, no período de janeiro de 2005 a dezembro de 2012. Os dados foram analisados através do Programa Statistical Package of Science (SPSS) na sua versão 20.0. O estudo seguiu as recomendações éticas da Resolução 466/12 CNS tendo sido aprovado pelo comitê de Ética da Universidade Regional do Cariri através do parecer n°470.177. Entre os 41372 dossiês analisados foram pré-selecionados 334 dossiês. Contemplados os critérios de inclusão, 246 dossiês completos de doadores portadores de HbS, heterozigotos, não consanguíneos foram incluídos na pesquisa. O coeficiente médio de prevalência da HbS no período foi de 0,59%. A média de idade foi de 30 anos (mediana 29, desvio- padrão 6.8840, Imín 19, Imáx 51). De acordo com a autodeclararão de cor, brancos representaram 19,9% da amostra acometida, pardos representavam 69,9%, e negros 10,1%. 54,07% eram do sexo feminino e 45,93% do sexo masculino. Quanto à procedência, 35,4% dos doadores eram oriundos da cidade de Iguatu. A prevalência da HbS é baixa comparada com outros cenários regionais e, por isso, pode não ser considerada um problema de saúde pública local. Entretanto, a proximidade geográfica entre os municípios com maior número de doadores de sangue aliado ao processo de miscigenação, permite que ocorra o fluxo de genes entre indivíduos e, por conseguinte, o nascimento de descendentes portadores de doenças falciformes.

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