Avaliação do instrumento de dor em recém-nascido durante procedimentos dolorosos em unidade de terapia intensiva neonatal e a relação com as dosagens de cortisol e IL8

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Até meados do século passado era comum que as crianças enfermas tivessem suas necessidades analgésicas desrespeitadas, muitos profissionais de saúde consideravam que, tanto estas quanto os recém-nascidos não vivenciavam a dor em virtude da imaturidade do sistema nervoso central. Após longos anos de pesquisa constatou-se que mesmo tendo o sistema nervoso imaturo o recémnascido sente dor. A exposição repetida á dor exerce impacto negativo no desenvolvimento e pode aumentar a vulnerabilidade dos bebês, dificultando processos autorregulatórios. Essa pesquisa visou observar o escore de dor em recém-nascidos e lactentes submetidos a procedimentos dolorosos na UTIN e ainda avaliar o comportamento das concentrações na urina de IL-8 e cortisol nesse momento estressante. O método a ser utilizado foi o quantitativo, mediante a técnica exploratória observacional, com coleta de dados do paciente por meio do qual procuramos compreender a realidade estudada. Os nossos resultados mostraram o cortisol ser um melhor marcador de dor que a IL-8 quando seguido horários pré-determinados. Acreditamos que o efeito de acúmulo na urina pode auxiliar sua detecção e interpretação. Com base nesse conhecimento o enfermeiro pode intervir de maneira a minimizar o desconforto causado por procedimentos dolorosos enfatizando a prática humanista da assistência de enfermagem.

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