Análise estudo da mortalidade por câncer de estômago no Brasil e a relação com aspectos socioeconômicos
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Introdução: O câncer de estômago é um dos tipos de cânceres mais incidentes no mundo, sendo mais comum em indivíduos do sexo masculino e a partir de 65 anos. Melhorias relacionadas à hábitos alimentares, estilo de vida e condição socioeconômica estão relacionadas nesse processo saúde-doença. Estudos demonstram diminuição da taxa de mortalidade ao longo dos anos, principalmente em países mais desenvolvidos. Sendo assim, como ocorre o comportamento da mortalidade no Brasil e seus locais de diferentes características econômicas e sociodemográficas? Objetivo: Estudar a tendência da mortalidade por câncer de estômago segundo níveis socioeconômico e analisar a magnitude da desigualdade social na mortalidade. Métodos: A tese é composta por um manuscrito e um artigo. MANUSCRITO 1: Análise da tendência e a magnitude da desigualdade social na mortalidade por câncer de estômago no Brasil, no período de 2000 a 2017, realizada através de dados secundários. Verificou-se que o estrato de maior vulnerabilidade social apresentou aumento de 1,64% ao ano, enquanto os de média e baixa vulnerabilidade tiveram queda, fato que culminou em aumento da desigualdade social na mortalidade. ARTIGO 1: Foi apresentada a tendência temporal da mortalidade por câncer de estômago no Brasil no período de 1990 a 2016, bem como o seu comportamento em relação aos países de baixa, média e alta renda. Utilizou-se dados secundários do Global Burden of Disease para estimar a variação percentual anual nos locais estudados, pelo método de regressão joinpoint. Houve declínio global na mortalidade por câncer de estômago [AAPC= -2.3(-2.3;-2.2), p<0.001]. Ao longo do período estudado, as variações iniciais (1990-1999) no Brasil foram semelhantes aos países de média renda [APC=-1.7(-1.8;-1.6), p<0.001]; no segundo momento (1999-2013), com países de alta renda [APC=-2.9(-3.0;-2.8), p<0.001] e; no final do período de análise (2013-2016) com os países de baixa renda [APC= -1.2(-1.7;-0.6), p<0.001]. Conclusão: Ao longo do tempo o Brasil apresenta queda constante, com períodos de variação semelhantes ao comportamento observada tanto nos países de alta renda, quanto nos de média e baixa renda. Mas, ao analisar o comportamento interno do país, observou-se que as áreas de maior vulnerabilidade social tiveram aumento da mortalidade e na desigualdade social.
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