Cirurgia micrográfica de Mohs: experiencia de um serviço de dermatologia
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Introdução: Os tumores malignos de pele não-melanoma, são os tipos de cânceres de maior incidência e prevalência na população adulta. Dentre as várias terapias empregadas, a cirurgia continua sendo o padrão ouro, onde se encontra a Cirurgia Micrográfica de Mohs (CMM), que tem altas taxas de cura para os tumores com invasão local. Objetivo: Apresentar as características epidemiológicas, do câncer de pele não-melanoma, relacionadas ao método de CMM do Serviço de Dermatologia da Faculdade de Medicina do ABC. Materiais e Métodos: Estudo transversal, retrospectivo, com análise, por conveniência de 498 prontuários de pacientes submetidos à CMM no período de 10 anos. Os dados foram apresentados sob frequências absolutas e relativas e utilizados os testes de Qui-quadrado e t-student para inferências. Resultados: O tamanho médio dos tumores foi de 30 mm (92%) com associação com sexo feminino (p=0,03), zona H (p<0,001), reconstrução por retalho (p=0,004), tumores retirados entre 7 a 12 meses após diagnóstico (p<0,001) e não recidivados (p=0,02). Conclusão: Nosso estudo representa, até o presente momento, uma das maiores casuísticas retrospectivas de CMM para o CPNM na América Latina, e demonstra que mesmo em tumores de diâmetro acentuado, em pacientes com idade avançada, a reconstrução do defeito primário foi exequível sob anestesia local, com baixa morbidade e proporcionando resultados funcionais e estéticos muito satisfatórios na cirurgia oncológica cutânea.
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