A carga do câncer de próstata no Brasil em 2019: uma análise dos achados do global burden disease study
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Introdução: O câncer é um problema de saúde que afeta a vida do indivíduo em vários aspectos: o psicológico, o biológico e o social. Sendo o câncer de próstata o quarto tipo com maior incidência no mundo e o segundo mais frequente entre os homens, ocorrendo nos países mais ricos. Os padrões de mortalidade global diferemda incidência. A primeira é maior nos países subdesenvolvidos, enquanto a segunda é maior em países desenvolvidos. Objetivo: Descrever a carga do câncer de próstata no Brasil em 2019 através dos achados do Global Burden Disease Study-GBD. Métodos: Este é um estudo ecológico com corte transversal no ano 2019 tendo como unidades de análise observacional as unidades federativas do Brasil. Resultados: Em relação aos indicadores epidemiológicos nacionais e internacionais do câncer de próstata, o Brasil apresentou no período do estudo os seguintes índices de mortalidade (27,02 - 25,43; 28,61) e valores de incidência (54,64 - 51,71; 57,57), prevalência (362,00 - 341,43; 382,58), DALY (432,71 - 412,21; 453,21), YLL (402,33 - 382,76; 421,90) e YLD (362,33 - 341,42; 382,58). Comparando as regiões administrativas no Brasil no mesmo período, pode-se afirmar que a região Norte tem o maior índice de mortalidade (28,42 - 24,53; 32,94), maiores valores de DALY (445,8 - 398,85; 498,29) e YLL (417,2 - 373,22; 466,37). Já a região Sul obteve a maior incidência (58,71 - 51,58; 66,82), prevalência 400,45 - 336,05; 477,18) e YLD (400,45 - 336,05; 477,18). Conclusão: Considerando o aumento constante dos coeficientes de mortalidade por câncer de próstata, buscou-se estudar a carga do câncer de próstata no Brasil em 2019, analisando os achados do Global Burden Disease Study, as estimativas apresentadas para o Brasil refletem o perfil para o câncer de próstata semelhante ao de países desenvolvidos. Entretanto, esses ainda convivem com altas taxas de cânceres, associados a infecções, que são característicos de países em desenvolvimento. Esse perfil é reflexo das desigualdades regionais tão peculiares ao Brasil, que vão desde as diferenças na expectativa de vida, condições socioeconômicas, até o acesso aos serviços de saúde para diagnóstico oportuno e tratamento adequado.
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