Efeitos e aplicabilidade da terapia com exposição a realidade virtual em crianças com paralisia cerebral: o que dizem as evidências cientificas
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Introdução: A paralisia cerebral (PC), também conhecida como encefalopatia crônica não progressiva, é a causa mais frequente de deficiência motora na infância e refere se a um grupo heterogêneo de condições que cursa com disfunção motora central, afetando o tônus, a postura e os movimentos. Resultante de uma lesão permanente em um cérebro em desenvolvimento, apresenta-se uma forma variável em termos de distribuição anatômica da lesão, gravidade do acometimento motor e sintomas clínicos associados. Realidade virtual é um ambiente cibernético, no qual o indivíduo poderá se inserir como se estivesse mesmo ali, tudo não passando de um sistema computacional. A tecnologia induz efeitos visuais e sonoros, permitindo total imersão no espaço simulado virtualmente. Objetivo: descrever o efeito e as formas de aplicação da terapia com exposição à realidade virtual em crianças com paralisia cerebral: o que dizem as evidências científicas. Métodos: Trata-se de uma revisão de literatura integrativa, e para execução foram realizados levantamentos nos bancos de dados eletrônicos PEDro, PubMed, e Scielo, utilizando os termos: Virtual Reality, Exposure Therapy, Cerebral Palsy e Child. Foram considerados apenas ensaios clínicos randomizados. O levamento de dados foi realizado em janeiro de 2023. Resultados: Foram encontrados dez artigos que se enquadravam no atual estudo. As principais estratégias citadas na literatura, com efeitos significativos, relacionados a exposição da terapia de realidade virtual em PC foram: Escala de Equilíbrio Pediátrico (PBS), Medida da Função Motora Grossa-88 (GMFM-88), Medida de Independência Funcional Wee (WeeFIM), Função Motora Fina Bimanual (FMC), Sistema de Classificação da Função Motora Grossa (GMFCS), escala de equilíbrio de Berg (BBS). Conclusão: A exposição a realidade virtual tem seus benefícios para criança com paralisia cerebral, como há melhora na função motora, na integração visual-motora, aumento do quociente de desenvolvimento motor fino, treino de equilíbrio, treino de marcha. É possível concluir que a realidade virtual pode ser trabalhada junto com a fisioterapia, sendo uma forma de deixar o tratamento mais atrativo, e com isso ter uma maior aderência ao tratamento para essas crianças com PC
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