Análise da mortalidade materna do estado de São Paulo no período de 2009 a 2019
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Introdução: A redução da mortalidade materna se configura um grave problema de saúde pública, atingindo desigualmente as regiões brasileiras e com maior incidência em mulheres das classes sociais com menor ingresso e acesso aos bens sociais. Objetivo: Avaliar a mortalidade materna, no período de 2009-2019, no estado de São Paulo, Brasil. Método: Estudo de séries temporais com uso de dados secundários do Departamento de Informação do Sistema Único de Saúde (DATASUS) contidos no Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) e Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (SINASC), no período de 01 de janeiro de 2009 a 31 de dezembro de 2019. Foram consideradas todas as mortes maternas entre 10 e 49 anos, residentes no estado de São Paulo. Em seguida, foi calculada taxa de mortalidade materna (x 100.000 nascidos vivos de mães residentes). Foram construídas séries temporais a partir da taxa de mortalidade materna, entre os anos de 2009 a 2019, para as sete regiões e Estado de São Paulo. A transformação logarítmica de base 10 do percentual da taxa de mortalidade materna foi considerada como variável dependente (y) e o ano-centralizado como variável independente (x). Para analisar a tendência, utilizou-se o modelo de Prais-Winsten. Estimou-se a variação percentual anual (APC) e seus respectivos intervalos de 95% de confiança. A tendência foi considerada presente quando o zero não esteve contido no intervalo de confiança de 95% do APC, sendo: (i) ascendente quando APC positivo e (ii) decrescente quando APC negativo. Na ausência de diferença estatisticamente significativa, a tendência foi nomeada estacionária. Todas as análises foram realizadas no software R versão 3.6.1. Resultados: No Estado de São Paulo foram notificados 3.075 óbitos maternos no período de 2009 a 2019, correspondendo a uma razão de mortalidade de 45,9 óbitos para cada 100.000 nascidos vivos. A frequência absoluta e relativa do óbito materno foi maior nas seguintes variáveis: na faixa etária de 20 a 29 anos (37,3%) e 30 a 39 anos (43,93%), branca (56,22%) e parda (32,35%), escolaridade de oito a 11 anos (40%), solteiras (50,37%) e hospital como local de ocorrência do óbito (92,81%). O tipo de óbito materno frequente foi o direto tendo as principais causas: eclampsia, hipertensão gestacional e hemorragia pós-parto. A análise da variação percentual anual (APC) da razão de mortalidade materna do estado e dos sete clusteres de São Paulo foi estacionária. Conclusão: A análise da razão da mortalidade Materna no estado de São Paulo e os sete conglomerados foi estacionária.
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