Impacto do exercício físico na acurácia dos dados de pressão arterial e frequência cardíaca por smartwatch

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INTRODUÇÃO: A frequência cardíaca (FC) e pressão arterial (PA) - sistólica (PAS) e diastólica (PAD) - são importantes para os praticantes de atividade física. Smartwatches se destacam pela praticidade e coleta não invasiva dos dados, no entanto, existe a necessidade de validação das informações fornecidas mediante o exercício físico. Objetivo: Validar os dados de PA e FC do Samsung Galaxy Watch6. MÉTODO: Estudo quantitativo, descritivo e transversal. Participantes elegíveis responderam a um questionário, foram submetidos a um protocolo de calibração do smartwatch e medições em três momentos: antes do exercício, imediatamente após esforço em esteira e após dois minutos de repouso ao término da atividade. Os valores foram comparados às medidas de referência: PAS e PAD aferidas com esfigmomanômetro aneroide e estetoscópio e FC mensurada com oxímetro digital. A análise foi realizada no Stata 18.0, com estatística descritiva, teste de Shapiro-Wilk para normalidade, teste t de Student para comparação e análise de concordância pelos métodos de Lin e Bland-Altman. Adotou-se 95% de confiança. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética. RESULTADO: Foram incluídos 59 participantes (31 do sexo masculino), com média de idade de 22 anos e índice de massa corporal (IMC) médio de 23,46 kg/m², todos sem histórico de alterações cardiorrespiratórias. As médias de PAS não apresentaram diferença apenas no repouso (p=0,114) e após 2 minutos de recuperação em repouso (p=0,068), sendo imprecisa no pós esforço imediato (p<0,01). A PAD, apenas no pré (p=0,20) e pós exercício imediato (p=0,976), perdendo a precisão observada anteriormente após recuperação (p<0,01). Já a FC apresentou boa confiabilidade em todas as etapas do estudo ([p=0,411;0,117;0,501] sequencialmente). DISCUSSÃO: Os resultados obtidos estão de acordo com o observado na literatura, que sugere que a acurácia da PA ainda é questionada: existe tendência para um ponto de calibração, superestimação de valores baixos e subestimação dos altos, além da dúvida se fatores intrínsecos ao indivíduo poderiam alterar as medições. Ademais, aponta-se que a FC, em geral, é aceitável. CONCLUSÃO: Conclui-se que, apesar dos wearables serem promissores e amplamente aceitos pela população, a acurácia para PA ainda é questionada e novos estudos são necessários antes de usar as medições para decisões clínicas ou esportivas.

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