Avaliação do nível de estresse em profissionais atuantes em UTI neonatal
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Introdução: O ambiente de trabalho tem sido apontado como grande fonte de estresse em indivíduos, e ambientes como a UTI Neonatal podem ser um local potencialmente fonte de estresse aos profissionais. De acordo com Lazarus e Folkman, o estresse pode ser definido como uma relação entre o indivíduo e o ambiente onde ele se encontra; além de existir o envolvimento de um processo psicológico, este indivíduo apresenta uma percepção da situação quanto a perigos, ameaças, possíveis desafios, sentimento de que algo é possível ou não. Sendo assim, para que haja o estresse, é necessário que o indivíduo perceba e avalie os estressores, por isso fatores cognitivos são importantes neste processo em que existe um evento potencialmente estressor e a resposta que o indivíduo apresenta frente à situação. Com a finalidade de conhecermos o nível de estresse destes profissionais, foi utilizado um instrumento geral para a verificação de estresse ocupacional, denominado Escala de Estresse no Trabalho (EET). A escala foi elaborada a partir da análise da literatura de estressores organizacionais e de instrumentos já existentes, como a versão brasileira do OSI (Occupational Stress Indicator) e no instrumento sobre conflito e ambiguidade de papéis de Rizzo, House e Lirtzman (1970). Objetivo: Comparar o nível de estresse entre os profissionais que atuam na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. Método: Estudo exploratório, de corte transversal, descritivo, prospectivo, realizado na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal do Hospital Estadual Mário Covas, com amostra de 48 profissionais que aceitaram participar do estudo mediante a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Os resultados foram obtidos através de um instrumento com os dados sociodemográficos e a Escala de Estresse no Trabalho. Resultado: O perfil biossocial da amostra foi de mulheres (100%), com idade entre 31 e 39 anos (50%), com companheiros (71%), com filhos (72,9%), formadas há mais de 10 anos (58,3%), não estudam atualmente (91,7%) e que não possuem especialização, residência ou pós-graduação em neonatologia e pediatria (64,6%). Em relação às características profissionais: trabalham mais de cinco anos na instituição (75%), trabalham em outra instituição (20,8%); aquelas que disseram que trabalham em outra instituição, o tempo predominante foi entre um a cinco anos na outra instituição (60%), o transporte mais utilizado para trabalhar foi o particular (60,4%), o tempo de locomoção varia entre 30 a 60 minutos (41,7%) e trabalham na UTI Neonatal há mais de cinco anos (81,3%). A pontuação da Escala de Estresse no Trabalho podia variar entre 23 – 115 pontos. A pontuação, de modo geral, variou entre 23 – 94 pontos, sendo que entre a pontuação 23 a 29 e 30 a 39 pontos apresentaram o maior percentual (27,1%) em cada variação. Conclusão: A análise dos resultados obtidos através da Escala de Estresse mostra que prevaleceu o nível baixo de estresse entre os médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e fisioterapeutas entrevistados e, em seguida, está o estresse moderado entre os enfermeiros, técnicos de enfermagem e fisioterapeutas; o menor nível de estresse foi apresentado entre os médicos que só apresentaram um nível baixo.
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